«O Tony Carreira é hoje o poeta mais declamado em Portugal. A obra de Tony Carreira está presente, não só em Feiras, mas também em estações de serviço». Ricardo Araújo Pereira esteve do Auditório da Feira do Livro do Porto, juntamente com Pedro Mexia. No Meio O(s) Livro(s) trouxe para cima da mesa as últimas publicações dos autores.
As cadeiras não chegam para todos se acomodarem e é de pé que muitos assistem às últimas conferências e debates da Feira do Livro do Porto. Encontros entre leitores e escritores, entre escritores e escritores, entre antigos professores e alunos, entre companheiros do passado e entre futuros amigos. Em cima da mesa estão os livros. Do lado de fora da porta ficam os ouvidos atentos de quem quis entrar mas não chegou a tempo de marcar lugar na primeira fila.
«O estilo da micro-ficcção está mais predisposto à promiscuidade entre os
vários géneros literários». Rui Costa juntou-se a Rui Manuel Amaral e José
Mário Silva para debater A Literatura
Portátil: A Nova Micro-Ficção Portuguesa. Henrique Manuel Bento Fialho
moderou a conversa.
«O romance Myra não é um romance do mal, mas um romance com muitos males.», afirmou Maria Velho da Costa durante o debate No Meio O(s) Livro(s) realizado hoje à tarde.
«A sociedade portuguesa estava polarizada entre o conservadorismo e
as ideias que vinham de França.», afirmou Vasco Graça Moura, no âmbito
do debate 200 Anos de Invasões Francesas realizado ontem à noite.
Luís Valente de Oliveira, presidente da Comissão para a Evocação do
Bicentenário das Invasões Francesas no Porto, também participou na sessão.
Veja o slideshow com algumas das questões abordadas.
«O acesso às técnicas de procriação medicamente assistida vai ser um tema em debate quando se começar a discutir o casamento entre pessoas do mesmo sexo.», afirmou Rui Nunes, docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
«Vivi na Califórnia vinte e tal anos e nunca visitei os grandes parques por snobismo.»
Alexandre Quintanilha iniciou a conferência de A(s) Cidade(s) Narrativa e Biologia falando da sua experiência no Grand Canyon e da forma como a visita ao parque natural do Arizona influenciou a relação com outras cidades: «Las Vegas deve ser a cidade mais estranha, mais artificial e mais feia de todo o mundo.».
«Há nomes há muito tempo. Mas se procurarem no dicionário
de Língua Portuguesa dos anos 80 não havia a palavra "lusofonia"», comentou o
professor Fernando dos Santos Neves, reitor da Universidade Lusófona do Porto,
durante o debate de hoje à tarde. Em cima da mesa redonda esteve o tema Euro-Lusofonia:
o(s) nome(s) e a(s) coisa(s), onde participaram os professores Paulo Morais
e Olímpio Bento.
«Num momento em que se fala de
globalização temos de assumir de forma saudável e aberta o que é a identidade.».
Foi com estas palavras que Guilherme d´ Oliveira Martins iniciou o debate
acerca da identidade e da cultura portuguesa.
Depois de uma noite azul e branca, os Aliados foram invadidos pelos mais novos no Dia Mundial da Criança. Desde a Praça da Liberdade até à câmara municipal foram várias as actividades que conquistaram o público infantil: oficinas de expressão plástica; origamis e pinturas faciais; teatro de fantoches, oficinas de tecnologia de informação e comunicação; Uma corrida marada e vários minutos de horas do conto.