Ciência, Literatura Portátil e a mensagem cristã nos média

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A Ciência inundou a Avenida dos Aliados durante a manhã e a tarde de hoje. Na tenda do Espaço de Promoção do Livro e da Leitura, os mais novos puderam participar nas actividades promovidas pelo Visionarium. Pega-monstos e  Crescimento Misterioso levaram as crianças à descoberta de alguns segredos da Química e da Física. A Biologia regressa amanhã com Crescimento do Caracol e no sábado são os Insectos que se juntam às propostas que o Centro de Ciências do Europarque oferece para toda a família.

Literatura Portátil: A Nova Micro-Ficção Portuguesa

Durante a tarde, o Auditório foi pequeno para acolher os amantes e os curiosos da Literatura. No dia de Camões, esteve em debate Literatura Portátil: A Nova Micro-Ficção Portuguesa.
«Porquê a opção por micro-ficção e não micro-narrativa ou mini-conto? Um conto com uma palavra e um poema com uma frase que utilidade têm para a Literatura?» Henrique Manuel Bento Fialho moderou a sessão que contou com a participação de três escritores de micro....O macro-debate estendeu-se até perto do jantar. Ficam aqui os aperitivos. A refeição é servida num slideshow no Facebook.

Rui Costa: «Estamos numa era de exibicionismo. A micro-ficção está no espaço da fotografia. O tempo é mais instantâneo e fragmentado.»

José Mário Silva: «Micro-narrativa é um género híbrido e com maior liberdade. Interessa-me a mistura entre poesia e ficção.»

Rui Manuel Amaral: «Esta história da micro-ficção é uma história da carochinha. Eu não escrevo micro-ficção. Escrevo ficção breve. Sempre houve ficção breve na História. Se perguntássemos ao Kafka se ele escreveu micro-ficção ele dizia que éramos loucos.»

José Mário Silva: «A Literatura não tem que ser útil, necessariamente.»

Rui Manuel Amaral: «Os textos breves exigem muito mais do leitor do que qualquer outro género.»

Rui Costa: «A micro-ficção é Literatura porque o autor escreve com as palavras todas. É uma escolha entre muitas escolhas.»

A micro-informação foi dada, em directo, via twitter. Amanhã, Maria Velho da Costa e Armando Silva Carvalho são os protagonistas do debate No Meio O(s) Livro(s). A sessão realiza-se às 17h30 no Auditório. Se não puder estar presente, acompanhe o twitter e envie-nos, em tempo real, as perguntas para os escritores.



Livro da autoria de Padre António Rego

No dia de Portugal, a Feira do Livro despediu-se com a apresentação do livro Um Ramo de Amendoeira, da autoria do Padre António Rego. Trata-se de uma obra que junta uma série de crónicas escritas pelo cónego e que aborda uma perspectivação da problemática da apresentação da mensagem cristã na comunicação social. «É evangelicamente saudável e apostolicamente oportuno lermos e relermos estes textos.», afirmou D. Manuel Clemente, bispo Porto, durante a sessão. O livro foi editado pela Paulinas Editora.

Foto de Pedro Zenkl/Agência Zero